A Semana em que a Anthropic Vazou Tudo — Duas Vezes
Em 26 de março de 2026, a Anthropic expôs acidentalmente ~3.000 arquivos internos num repositório público sem proteção. Entre eles, um rascunho de blog revelou a existência de um modelo secreto com dois codinomes: "Mythos" e "Capybara". A própria empresa descrevia o modelo como uma "mudança de patamar" em IA — e admitia que ele representaria "riscos de cibersegurança sem precedentes". A ironia: essa admissão vazou por falha de segurança. → Futurism
Cinco dias depois, em 31 de março, o pesquisador Chaofan Shou descobriu que a versão 2.1.88 do pacote @anthropic-ai/claude-code no npm continha um arquivo .map de 59,8 MB com todo o código-fonte do Claude Code — ~512.000 linhas de TypeScript em ~1.900 arquivos. O erro foi simples: alguém esqueceu de excluir o arquivo de debug antes de publicar. Em horas, o post no X acumulou 3,1 milhões de visualizações e o código foi espelhado em múltiplos repositórios no GitHub. → Fortune
Os dois vazamentos se conectam diretamente: o código-fonte exposto confirmou e expandiu o que o primeiro havia revelado. O nome Capybara aparece dezenas de vezes no código, indicando versões "rápida" e "lenta" do modelo — provavelmente o substituto do Opus. O código também expôs o "harness" agêntico do Claude Code, funcionalidades inéditas como o modo autônomo KAIROS e até um sistema de pet virtual chamado BUDDY. Analistas de segurança alertaram que a exposição da arquitetura interna abre brechas para atores maliciosos. → Reddit/r/ClaudeAI
A Anthropic classificou ambos os incidentes como erro humano, afirmando que nenhum dado de clientes foi exposto, e removeu o pacote afetado do npm. O paradoxo central permanece: a empresa que constrói o modelo descrito como capaz de "explorar vulnerabilidades de formas que superam os defensores" foi derrubada, duas vezes seguidas, por erros básicos de configuração de infraestrutura.